A região oeste da Grande São Paulo reafirma sua posição como o principal motor econômico do estado neste primeiro trimestre de 2026. Com Osasco e Barueri figurando no “Top 10” de arrecadação de tributos no Brasil, o foco agora se volta para a consolidação de infraestruturas críticas: o fortalecimento do Polo de Data Centers em Barueri e a expansão da logística de ultra-velocidade em Osasco.
O “Vale do Silício” Paulista: Dados e Inovação
Barueri iniciou o ano com a maturidade da segunda fase do Campus Tamboré, o maior complexo de data centers da América Latina. O investimento, que ultrapassou a marca de R$ 6 bilhões, não apenas eleva a capacidade de processamento de dados do país, mas transforma o perfil do emprego regional.
Segundo especialistas, a demanda por profissionais de Inteligência Artificial e computação em nuvem na região cresceu 22% em relação ao ano passado, atraindo talentos de todo o estado para o eixo da Rodovia Castello Branco.
Osasco: A Capital do “Chega em 15 Minutos”
Enquanto Barueri foca no processamento, Osasco se especializa na entrega. A cidade consolidou-se como o coração da logística last mile (última milha). Com a vacância de galpões logísticos abaixo de 5%, novas operações de “Dark Stores” e centros de distribuição automatizados foram inaugurados neste semestre para sustentar a promessa de entregas em até 15 minutos na capital paulista.
A arrecadação municipal de Osasco reflete esse otimismo, com projeções orçamentárias que se aproximam dos R$ 6 bilhões para o ciclo de 2026, impulsionadas pelo setor de serviços e tecnologia (ISS).
Crescimento do Empreendedorismo Regional
Dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) apontam que a abertura de novas empresas em Osasco cresceu 13% no último ano, superando a média estadual. O programa “Facilita SP” tem sido o grande aliado, permitindo que micro e pequenos empreendedores oficializem seus negócios em poucas horas, alimentando uma rede de fornecedores para as gigantes de tecnologia já instaladas na cidade, como Mercado Livre e iFood.
Perspectivas para o Segundo Semestre
A expectativa para o restante de 2026 é de estabilidade no mercado imobiliário corporativo e novos investimentos em mobilidade urbana para suportar o fluxo logístico. “O desafio agora é a qualificação de mão de obra local para preencher as vagas de alta tecnologia que estas empresas estão gerando”, afirma o boletim econômico regional.